CAPÍTULO JOANA DARC Nº 72


01/08/2006


1° Visita do Cap. Joana D'Arc N°72
Texto Escrito no Blog do Cap. Aliança de Suzano...
 
FUTUROS INTEGRANTES DO CAPITULO JOANA D'ARC FAZEM SURPRESA PARA O CAPITULO ALIANÇA DE SUZANO.

A última terça-feira, 18.07.2006, foi uma noite de agradáveis surpresas.

Além da presença do Oficial Executivo Regional, a cerimônia de visitação á Loja Maçônica 31 de Março foi prestigiada, também, pelos futuros MC e Escrivão do Capitulo Joana D'Arc, Luiz Fernando Barbosa e Bruno Conrado, respectivamente.

Com isto, estreitam-se os laços de amizade dos integrantes de ambos os Capítulos, para que a Ordem DeMolay ganhe cada vez mais força na 12ª Região Administrativa do Estado de São Paulo.

MCs Ralph Lopes, do Capitulo Aliança de Suzano, e Luiz F. Barbosa, do Capitulo Joana D'Arc

Escrito por M.C. às 18h46
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27/06/2006


As Sete Virtudes Cardeais de um DeMolay


    A Ordem DeMolay invoca sete luzes que iluminam seus caminhos conforme passam pela estrada da vida, simbolizando tudo que é bom e correto, tudo o que juram ser a base de suas vidas:

01. Amor Filial : O amor entre pais e filhos.

02. Reverência pelas Coisa Sagradas : O respeito pelo que é sagrado. Principalmente o amor que temos pelo nosso Pai Celestial.

03. Cortesia : O que ilumina a nossa vida. A nossa Educação.

04. Companheirismo : O amor que temos por nossos irmãos e amigos, que mantêm vivos os ideais de nossa Ordem.

05. Fidelidade : Cumprir, conscientemente seus compromissos junto a seus ideais, a seus irmãos e amigos e ao Pai Celestial.

06. Pureza : De pensamentos, palavra e ações.

07. Patriotismo : Amor e respeito por sua pátria, seu povo, suas origens. É a busca de ser sempre um bom cidadão, respeitando as leis de seu Pais.

Escrito por M.C. às 21h21
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A Maldição lançada por Jacques DeMolay

No momento em que era amarrado no pelourinho, DeMolay gritava:
" - Vergonha! Vergonha! Vós estais vendo morrer inocentes. Vergonha sobre vós todos".
   Enquanto DeMolay queimava na fogueira, ele disse suas últimas palavras:
"- Nekan, Adonai!!! Papa Clemente... Cavaleiro Guillaume de Nogaret... Rei Filipe; Intimo-os a comparecerem perante o Tribunal do Juiz de todos nós dentro de um ano para receberdes o seu julgamento e o justo castigo. Malditos! Malditos! Todos malditos até a décima terceira geração de suas raças!!!
   Após essas palavras, Jacques DeMolay, inclinou a cabeça sobre o ombro e entregou sua alma ao Pai Celestial.
   Do Palácio Real, Filipe assistia a morte de DeMolay e ouvira suas palavras. Ficou em silêncio mas bastante assustado. Mais tarde comentou com Nogaret: "Cometi um erro, devia ter mandado arrancar a língua de DeMolay antes de queimá-lo."
   Quarenta dias depois, Filipe e Nogaret recebem uma mensagem: "O Papa Clemente V morrera em Roquemaure na madrugada de 19 para 20 de abril, por causa de uma infecção intestinal", Filipe e Nogaret olharam-se e empalideceram.
   Rei Filipe IV, o Belo, faleceu em 29 de novembro de 1314, com 46 anos de idade, quando caiu de um cavalo durante uma caçada em Fountainebleau.
   Guillaume de Nogaret acabou falecendo numa manhã da terceira semana de dezembro, envenenado.
   Após a morte de Filipe, a sua dinastia, que governava a França a mais de 3 séculos, foi perdendo a força e o prestígio. Junto a isso veio a Peste Negra e a Guerra dos Cem Anos, a qual tirou a dinastia dos Capetos do poder, passando para a dinastia dos Valois.
   Hoje tomamos Jacques DeMolay como símbolo de lealdade e tolerância e lembramos dos seus feitos de coragem, homenageando-o, colocando o seu nome em nossa Ordem.

 

Outras fontes indicam uma outra versão da Última Prece proferida por Jacques DeMolay no Cadafalso

"Senhor, 

permiti-nos refletir sobre os tormentos que a iniqüidade e a crueldade nos fazem suportar. 

Perdoai, ó meu Deus, as calúnias que trouxeram a destruição à Ordem da qual Vossa Providência me estabeleceu chefe. 

Permiti que um dia o mundo, esclarecido, conheça melhor os que se esforçam em viver para Vós. 

Nós esperamos, da Vossa Bondade, a recompensa dos tormentos e da morte que sofremos para gozar da Vossa Divina Presença nas moradas bem-aventuradas. 

Vós, que nos vedes prontos a perecer nas chamas, Vós, que nos vedes prontos a perecer nas chamas, vós julgareis nossa inocência. 

Intimo o papa Clemente V em quarenta dias e Felipe o Belo em um ano, a comparecerem diante do legítimo e terrível trono de Deus para prestarem conta do sangue que injusta e cruelmente derramaram."

Esta é uma outra versão da prece proferida no dia 18 de março de 1314, no momento em que o 
Grão-Mestre Jacques DeMolay e seu fiel companheiro foram supliciados.

 

       Os gases letais interromperam o anátema, DeMolay dobrou-se e perdeu os sentidos. O impacto inesperado deixou a multidão estarrecida. Não esperavam essa reação, mas cada um sentiu em si o peso da injustiça e a certeza que a maldição se cumpriria. Quarenta dias depois, Felipe e Nogaret receberam uma mensagem "o Papa Clemente morrera". Felipe e Nogaret olharam-se e empalideceram, no pergaminho dizia que a morte ocorrera entre o dia 19 e 20 de abril. O Papa Clemente morreu pôr ingerir esmeraldas reduzidas a pó( para curar sua febre e um ataque de angústia e sofrimento) que provavelmente cortaram seus intestinos. O remédio foi receitado por médicos desconhecidos, quando retornava a sua cidade natal. Guilherme de Nogaret veio a falecer numa manhã da terceira semana de Maio, envenenado por uma vela feita por Evrard, antigo Templário, com a ajuda de Beatriz d'Hirson. O veneno contido na vela era composto de dois pós; de cores diferentes:

     - Cinza: Cinzas da língua de um dos irmãos de d'Aunay , elas tinham um poder sobrenatural para atrair o demônio.

     - Cristal Esbranquiçado: "Serpente de faraó" Provavelmente sulfocia de mercúrio. Gera por combustão: Ácido Sulfúrico, vapores de mercúrio e compostos anidridos podendo assim provocar intoxicações. Morreu vomitando sangue, com câimbras, gritando o nome daqueles que morreram por suas mãos. Felipe o Belo veio a morrer em 27 de Novembro de 1314, com 46 anos de idade, em uma caçada. Saiu a caçar com seu camareiro, seu secretário particular e alguns familiares na floresta de Pont-Sainte-Maxence. Sempre acompanhado de seus cães foram em busca de um raro cervo de 12 galhos visto perto ao local. O rei acabou perdendo-se do grupo e encontrou um camponês que o ajuda a localizar o cervo. Achando-o e estando pronto a atacar-lhe percebeu uma cruz que brilhava, começou a passar mal e caiu do cavalo. Foi achado por seus companheiros e levado de volta ao palácio repetindo sempre " A cruz, a cruz.." Pediu como o Papa Clemente em seu leito de morte que fosse levado a sua cidade natal ; no caso do rei, Fontainebleau. " A mão de Deus fere depressa, sobretudo quando a mão dos homens ajuda" teria dito um dos Templários remanescentes, jurando vingança.

Escrito por M.C. às 21h20
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Esse, de "Clemente" só tinha o "nick" que recebeu do Vaticano e olhe lá!

Papa Clemente V

 

    Finalmente, em 18 de março de 1314, uma comissão especial, que havia sido nomeada pelo Papa, reuniu-se em Paris para determinar o destino de DeMolay e três de seus Preceptores na Ordem. Entre a evidência que os comissários leram, encontrava-se uma confissão forjada de Jacques DeMolay há seis anos passados. A sentença dos juizes para os quatro cavaleiros era prisão perpétua. Dois dos cavaleiros aceitaram a sentença, mas DeMolay não; ele negou a antiga confissão forjada, e Guy D'Avergnie ficou a seu lado. De acordo com os costumes legais da época, isso era uma retratação de confissão e punida por morte. A comissão suspendeu a seção até o dia seguinte, a fim de deliberar. Felipe não quis adiar nada e, ouvindo os resultados da Corte, ele ordenou que os prisioneiros fossem queimados no pelourinho naquela tarde.

    Quando os sinos da Catedral de Notre Dame tocavam ao anoitecer do dia 18 de março de 1314, Jacques DeMolay e seu companheiro foram queimados vivos no pelourinho, numa pequena ilha do Rio Sena, destemidos até o fim. Apesar do corpo de DeMolay ter perecido naquele dia, o espírito e as virtudes desse homem, para quem a Ordem DeMolay foi denominada, viverão para sempre.

"Embora o corpo de DeMolay tivesse sucumbido aquela noite, seu espírito e suas virtudes pairam sobre a Ordem DeMolay, cujo nome em sua homenagem viverá eternamente."

    Jacques DeMolay, com 70 anos, durante sua morte na fogueira intimou aos seus três algozes, a comparecer diante do tribunal de Deus, e amaldiçoando-os, bem como aos descendentes do Rei da França, Filipe "O Belo":

Escrito por M.C. às 21h18
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Filipe "O Belo"...

Filipe IV, O belo

 

   

O ano de 1305 encontra a Ordem dos Cavaleiros do Templo e a Ordem dos Hospitalários sediados na ilha de Chipre, pois os muçulmanos haviam retomado a Terra Santa. Ansiavam por uma última Cruzada, que jamais ocorreu. O rei da França Felipe de Valois, conhecido como “Felipe o Belo”, concebeu um plano voltado a apoderar-se da enorme riqueza dos Templários e ter perdoada sua enorme dívida para com a Ordem e assim amealhar recursos para seus projetos temporais de ampliação territorial sobre a Inglaterra. Para tanto precisava da aquiescência do papa Clemente V (Bernardo de Goth, ex-arcebispo de Bordeaux) que, imediatamente, concebeu o plano de unificar as duas Ordens rivais, ou subordinar todos aos Hospitalários. Convocou os dois Grãos Mestres de ambas as Ordens a um encontro em Paris. O Grão Mestre dos Hospitalários deu uma desculpa convincente e faltou ao encontro. Jacques De Molay, Grão Mestre dos Templários, então contando quase 70 anos de idade, compareceu ao encontro com dois documentos: um plano detalhado para uma nova Cruzada (que presumia ser o principal motivo da convocação) e um arrazoado explicando as diferenças e motivos que considerava relevantes para manter Templários e Hospitalários como ordens distintas.

De Molay foi recebido com todas as honras em Paris. Durante dois anos – período durante o qual Felipe de Valois ficou de apresentar sua decisão final sobre os dois documentos trazidos por Jacques De Molay – Guilherme de Nogaret, ministro de Felipe “o Belo”, arquitetou o plano para aprisionar a um só tempo todos os Templários em todos os pontos da Europa. Foram expedidas cartas lacradas aos senescais (líderes políticos e religiosos locais) de todas as paróquias com ordens expressas de somente abri-las a 12 de setembro de 1307. Naquela data, Jacques De Molay contava-se entre os maiores nobres da Europa a carregarem o caixão da princesa Catarina, falecida esposa do irmão do rei Felipe, Carlos de Valois. No mesmo momento em que o Grão Mestre dos Templários participava deste solene evento fúnebre em companhia dos nobres, não havia meios que lhe permitissem saber da trama, menos ainda do conteúdo das cartas que, abertas, tornariam a sexta-feira 13 (naquele caso de setembro de 1307) o dia mais aziago do ano: 15 mil homens (o número total de Cavaleiros Templários) deveriam ser aprisionados em grilhões especialmente confeccionados e despachados a todos os pontos com esta finalidade.

    DeMolay e milhares de outros Templários foram presos e atirados em calabouços. Foi o começo de sete anos de celas úmidas e frias e torturas desumanas e cruéis para DeMolay e seus cavaleiros. Felipe forçou o Papa Clemente V a apoiar a condenação da Ordem, e todas as propriedades e riquezas foram transferidas para outros donos. O Rei forçou DeMolay a trair os outros líderes da Ordem e descobrir onde todas as propriedades e os fundos poderiam ser encontrados. Apesar do cavalete e outras torturas, DeMolay recusou-se.

Escrito por M.C. às 21h15
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Jacques DeMolay

    Jacques DeMolay nasceu em Vitrey, na França, no ano de 1244. Pouco se sabe de sua família ou sua primeira infância. Sabe-se que na  idade de 21 anos, ele tornou-se membro da Ordem dos Cavaleiros Templários

    A Ordem participou destemidamente de numerosas Cruzadas, e o seu nome era uma palavra de ordem de heroísmo, quando, em 1298, DeMolay foi eleito Grão Mestre. Era um cargo que o classificava como e muitas vezes acima de grandes lordes e príncipes. DeMolay assumiu o cargo numa época em que a situação para a Cristandade no Oriente estava ruim. Os infiéis sarracenos haviam conquistado os Cavaleiros das Cruzadas e capturado a Antioquia, Trípoli, Jerusalém e Acre. Restaram somente os "Cavaleiros Templários" e os "Hospitalários" para confrontarem-se com os sarracenos. Os Templários, com apenas uma sombra de seu poder anterior, se estabeleceram na ilha de Chipre, com a esperança de uma nova Cruzada. Porém, as esperanças de obterem auxílio da Europa foram em vão pois, após 200 anos, o espírito das Cruzadas havia-se extinguido.

    Os Templários foram fortemente entrincheirados na Europa e Grã-Bretanha, com suas grandes casas, suas ricas propriedades, seus tesouros de ouro; seus líderes eram respeitados por príncipes e temidos pelo povo, porém não havia nenhuma ajuda popular para eles em seus planos de guerra. Foi a riqueza, o poder da Ordem, que despertou os desejos de inimigos poderosos e, finalmente, ocasionou sua queda.

    Em 1305, Felipe, o Belo, então Rei de França, atento ao imenso poder que teria se ele pudesse unir as Ordens dos Templários e Hospitalários, conseguindo um titular controle, procurou agir assim. Sem sucesso em seu arrebatamento de poder, Felipe reconheceu que deveria destruir as Ordens, a fim de impedir qualquer aumento de poder do Sumo Pontificado, pois as Ordens eram ligadas apenas à Igreja.

Escrito por M.C. às 21h15
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O Capítulo Joana D´Arc Agradece à Vocês dois pela Grande Foraça...

Dois Pilares de Apoio que Sempre estiveram Prontos a Ajudar.

Podiam estar atendendo Pacientes (Marcelo Brito) ou fazendo seus projetos...Sempre nos Atenderam quando Chamamos.

MUITO OBRIGADO ...

EM NOME DO CAPÍTULO JOANA D'Arc.

Escrito por SCORPION às 20h52
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Peguei no album do Marcelo Brito...Momento Historico...ainda Não sei quando nem onde...hihihi

Escrito por SCORPION às 20h42
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21/06/2006


Escrito por SCORPION às 17h39
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01/06/2006


Guardiões da Ordem DeMolay.

Capítulo JOANA D'ARC Nº 72...

Soldados de coração valente...prontos para lutar contra a injustiça.....

Lealdade e Tolerância eh Nosso LEMA...

Escrito por SCORPION às 19h47
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18/05/2006


Prece do discernimento da justiça

Deus, nosso Pai, Santa Joana D'Arc foi condenada à morte, vítima de um processo iníqüo.
Velai, Senhor, por todos aqueles que, vítimas da parcialidade e de interesses escusos, são condenados injustamente.
Fazei-lhes, Senhor, justiça e tomai a sua causa.
Abri nossos olhos, nossa mente e nossos corações para que a ninguém julguemos injustamente ou, movidos por interesses mesquinhos, escondamos a verdade dos fatos e prejudiquemos nossos semelhantes.
Senhor Deus, vós sois justo e santo.
Ensinai-nos a prática da justiça para que tenhamos parte no vosso reino.

Escrito por SCORPION às 20h00
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Joana D'arc

A VIRGEM DE LORENA

A DONZELA DE ORLEANS

A PADROEIRA DA FRANÇA

 Quando os altos dignitários do clero da época, que eram seus inquisidores, com o único objetivo de desmoralizar sua fé para justificar sua heresia, lhe perguntaram:

n      Você acredita estar em Estado de Graça?

Ela, com toda a sua simplicidade rústica e sinceridade de coração respondeu:

n      Se eu estiver que Deus me conserve assim; se eu não estiver que Deus me permita ficar.

Para entendermos a história de Joana D’Arc, precisamos compreender alguns aspectos que precederam sua aparição. Voltemos cerca de cem anos na história, quando o sistema feudal estava em voga, ou seja, os reis, sem condições de defender e governar todo seu território, distribuíam terras aos lordes de sua corte, para que estes levantassem cidades muradas, os chamados feudos, e defendessem, em nome do Rei, os domínios mais distantes, portanto, dentro destas muralhas havia tudo o que uma cidade poderia precisar, e, ao mesmo tempo, eram protegidas por todos os lados, por seus muros, visto que, naquela época, existiam muitos povos nômades saqueadores. Era também condição para que o Rei doasse tal território, que, quando a nação fosse ameaçada com uma guerra, todos os senhores feudais aliassem seus exércitos aos do Rei em defesa da coroa.

Escrito por SCORPION às 19h48
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O que aconteceu por volta de 1337 entre França e Inglaterra foi que devido ao costume de realizar casamentos entre príncipes e herdeiros das duas nações, houve um momento em que na cadeia sucessiva do trono da França, haviam duas possibilidades hereditárias que possuíam a mesma legitimidade, uma inglesa e outra francesa, devido à morte dos Reis Luis X, Felipe V e Carlos IV que não tinha herdeiros diretos. Começou-se então campanhas entre os dois lados, que passaram a escaramuças, até chegar à guerra.

A partir daí,  os dois herdeiros se diziam reis da França e tomavam decisões sobre o destino do país em detrimento das ações do seu rival.

A guerra na Idade Média era diferente, com avanços muito lentos e localizada unicamente nas fronteiras, havia muita dificuldade em transpassar uma posição devido a dois fatores: a simplicidade das armas e as fortalezas de defesa.

Apesar de tudo isso, com o passar dos anos, foi se notando um avanço, pequeno mais crescente das forças inglesas em território francês, e dois eram os aspectos que determinavam tal supremacia inglesa: Primeiro; Conforme vão se passando os anos, mais próximos chegamos ao final do feudalismo, entrando para uma fase em que o sentimento de nação começa a amadurecer no coração do homem. Segundo; a Inglaterra por ser pequena, unida e muito organizada processou esta mudança patriota com mais rapidez e efetividade do que a enorme, dispersa e confusa França.

Devido à organização e união que os ingleses possuíam , muitos dos senhores feudais franceses, desapontados com o momento nebuloso que a França vivia, passaram a acreditar que seria mais conveniente que a Inglaterra reinasse em solo francês e passaram a lutar por isso.

Chegamos então à época de Joana. Vivia-se o momento mais frágil que a França passou durante toda a guerra, ou seja, nunca as forças inglesas estiveram tão avançadas em territórios franceses, inclusive, perigosamente próxima ao Delfim Carlos VII ( chamava-se Delfim o rei que ainda não fora sagrado pela Igreja como tal), Delfim este que era infantil e fraco, às vezes até covarde, defeitos que explicavam a passividade com que ele assistia a queda de suas posições e perda dos principais aliados franceses, exemplo do Conde de Borgonha, importante região francesa, que já era um forte inimigo.

Escrito por SCORPION às 19h48
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Joana D’Arc nasce em Domremy,cidade pobre e camponesa na região de Lorena em 6 de janeiro de 1412. Em meio a uma família que vivia da pecuária, seu pai Jacques D’arc tinha certo prestígio na cidade e junto com sua mãe Isabeau Romée eram considerados justos e honrados, possuía uma irmã Isabeau e três irmãos: Jacquemain, Jean e Pierre, toda a família era muito religiosa e freqüentava a igreja da cidade constantemente, Joana em si era muito religiosa e antes mesmo de entrar na puberdade teve seu primeiro contato com as vozes e imagens  que nunca mais a abandonaram. Segundo ela, quem lhe falava e aparecia eram, com mais freqüência, Santa Margarida, Santa Catarina e São Miguel. Inicialmente, as mensagens que recebia eram de cunho familiar, ou seja, orientavam-na a ser boa filha, boa irmã e boa amiga, mas ao passo que o tempo entre uma aparição e outra ia diminuindo, o teor das mensagens ia se modificando até que deixou claro a ela que, por ter sido escolhida por Deus para salvar a França, devia abandonar tudo e procurar o Delfim, com o objetivo de ajudá-lo a recuperar as posições francesas e reclamar a coroa definitivamente.

Devido à austeridade de seu pai, teve de usar de subterfúgios a fim de conseguir viajar a Vaucouleurs, espécie de capital da região de Lorena, dizia ao pai que ia passar uns dias na casa de um tio, e este, por acreditar na menina, fazia seu jogo.Teve que ir várias vezes a Vaucouleurs, usar toda a sua tenacidade e insistência, aliada a simplicidade e fé, até conseguir a permissão do Governador Robert de Baudricourt, pois este não acreditava que uma menina poderia mudar o rumo da guerra, já que muitos homens de exército, experientes e vividos na guerra, nada conseguiram. Até que ele percebeu que talvez esta poderia ser a última esperança e preocupado que estava com a inoperância do Delfim, resolveu permitir que a menina fizesse a viagem até Chinon, para onde o Rei havia fugido, e, para tanto, deu-lhe uma carta de recomendação, cavalos, uma armadura e alguns soldados.

Escrito por SCORPION às 19h31
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É neste momento que Joana corta seu cabelo e começa a se vestir de soldado, somente por precaução, já que boa parte da viagem seria através de solo borguinhão, aliado da Inglaterra, se uma menina  fosse aprisionada ali as complicações seriam infinitamente maiores. Ao aproximar-se de Chinon, Joana mandou um mensageiro levar a carta de recomendação ao Delfim, afim de não perder muito tempo.

Chegando a cidade, procurou logo Carlos VII, e este sendo avisado que ela estava chegando quis colocar em prova seus poderes, trocando de lugar com outro, deixando que este sentasse ao trono, enquanto se misturava a  multidão da corte, se ela realmente tivesse sido enviada por Deus para salvar o país, saberia distinguir o rei de um qualquer. De fato, ao olhar para o trono Joana percebeu que não era o rei, apesar de nunca tê-lo visto, e depois ainda encontrou-o na multidão. Pediu para falar-lhe em particular e nesta conversa, revelou segredos que só o rei sabia, convencendo-o totalmente de sua missão divina. Entretanto o clero ainda precisava de provas e Joana foi levada a Poitiers onde foi minuciosamente examinada e nada a desabonou, certificaram-se    até de sua virgindade.

Os ingleses faziam cerco a cidade de Orleans, e se acreditava que derrubada esta última fortaleza nada mais restaria a França a não ser ceder, pois Carlos VII ficaria vulnerável demais. O irmão bastardo de Carlos VII era o comandante de Orleans e precisava de reforço e Joana junto com homens da guerra, soldados e mantimentos seguiram para lá.

É importante dizer agora que Merlim, antigo mago do Rei Artur havia previsto a guerra dos cem anos e mais ainda, dizia que a guerra seria definida em favor da França através de uma heroína da região de Lorena, a Virgem de Lorena, lenda que tomou corpo durante toda a guerra tanto no lado francês quanto  no lado inglês. A aparição desta donzela, nascida em Lorena, em meio a sua fé, coragem, e certeza  de vitória, baseada sempre em suas vozes, ao mesmo tempo que animava e encorajava os franceses, que outrora desanimados e resignados, não tinham nada que os unissem, também homem

Escrito por SCORPION às 19h18
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